Sejam Bem vindos!

"Confie no Senhor e faça o bem, assim habitará a terra e desfrutará segurança. Deleite-se no Senhor, e Ele atenderá os desejos de seu coração.Entregue seu caminho ao Senhor; confie nEle e Ele agirá."

Salmos 37:3-5


quinta-feira, 14 de junho de 2012

O amor e seus efeitos no organismo

Dia dos namorados já passou, mas, o amor nunca passa, nunca morre, sempre está na moda!
Este ano, o dia dos namorados me fez refletir muito sobre este sentimento chamado AMOR!
Vi muitas reportagens, comerciais de TV, rádio, jornais e etc. falando sobre este assunto, até que uma matéria na televisão sobre um emocionante pedido de casamento me levou a sentir uma enorme emoção ocasionando em choro, de tão forte que foi o impacto que me causou só de ter visto a reportagem.
Por este motivo resolvi hoje postar sobre o amor.

Afinal o que é o AMOR?
A palavra amor (do latim amor) presta-se a múltiplos significados na língua portuguesa. Pode significar afeição, compaixão, misericórdia, ou ainda, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. O conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém, ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação. É tido por muitos como a maior de todas as conquistas do ser. (Wikipédia).
 O amor pode ser entendido de diferentes formas, e tomado por certo conquanto é um sentimento, dessa forma é abstrato, sem forma, sem cor, sem tamanho ou textura. Mas é por si só: O sentimento em excelência; o que quer dizer que é o sentimento primário e inicial de todo e cada ser humano, animal ou qualquer outro ser dotado de sentimentos e capacidade de raciocínio natural.
Tipos de amor:
  • Amor platônico - É uma expressão usada para designar um amor ideal, alheio a interesses ou gozos. Um sentido popular pode ser o de um amor impossível de se realizar, um amor perfeito, ideal, puro, casto.
  • Amor original -  O amor, para ocorrer, não importando os níveis: se social, afetivo, paternal ou maternal, fraternal - que é o amor entre irmãos e companheiros - deve obrigatoriamente ser permitido.  A permissão aqui referida toma-se por base um sentimento de reciprocidade capaz de dar início e alargar as relações de afetividade entre duas ou mais pessoas ou seres que estão em contato e que por ventura vêm a nutrir um sentimento de afeição ou amor entre si.
  • Amor interpessoal - O Amor Interpessoal se refere ao amor entre os seres humanos. É um sentimento mais potente do que um simples gostar entre duas ou mais pessoas.O Amor inter pessoal é mais associado com relações inter pessoais. Tal amor pode existir entre familiares, amigos e casais. Há também uma série de distúrbios psicológicos relacionados ao amor, como erotomania.Alguns sentimentos que são freqüentemente associados com Amor Interpessoal:
    Carinho: sentimentos de ternura e / ou querendo proximidade física,
    Atração: satisfazer necessidades básicas emocionais, 
    Altruísmo: altruísta ou altruísta preocupação para outrem, 
    Intimidade emocional: a troca de emoções e sentimentos, 
    Amizade: o espírito entre amigos, 
    Paixão: desejo constante, sentido via modificação do ritmo cardíaco,
    Estilos de amor:
  • Eros
  •  - um amor apaixonado fundamentado e baseado na aparência física( O Eros relaciona-se com a dopamina no sistema nervoso.)
  • Ludus
  •  - o amor que é jogado como um jogo; amor brincalhão
  • Storge
  •  - um amor afetuoso que se desenvolve lentamente, com base em similaridade
  • Pragma
  •  - amor pragmático, que visualiza apenas o momento e a necessidade temporária, do agora
  • Mania
  •  - amor altamente emocional, instável; o estereótipo de amor romântico ou apaixonado(A  Mania relaciona-se com a serotonina no sistema nervoso).

Fisiologia do amor:
O amor, é conduzido pelos hormônios dopamina, ocitocina e vasopressina (além da adrenalina, noradrenalina, feniletilamina, serotonina e as endorfinas).
Estas substâncias são liberadas por estímulos não temos controle. Somos refém do amor. O amor transcende o sensorial.
Uma das responsáveis pelas descargas de emoções para o coração e as artérias é a dopamina, um neurotransmissor da alegria e da felicidade liberado no organismo para potencializar a sensação de que o amor é lindo. Ficamos agitados, corajosos e dispostos a realizar novas tarefas, apesar de dormirmos e comermos mal. “O mecanismo cerebral é idêntico ao de se viciar em cocaína”
A dopamina produz a sensação de felicidade, a adrenalina causa a aceleração do coração e a excitação. A noradrenalina é o hormônio responsável pelo desejo sexual entre um casal, nesse estágio é que se diz que existe uma verdadeira química, pois os corpos se misturam como elementos em uma reação química. 
O que acontece quando amamos?
Ficamos assim:
- Mais motivada(o). 
- Cheia(o) de energia.
- Com mais objetivos na vida.

- Cuidamos mais de si mesma(o).
- Calma(o), relaxada(o) e otimista.
- Mais bonita(o). 
- Praticamos exercícios físicos, com isso evitamos doenças cardio vasculares.

- Mais preocupa(o) com a saúde, vamos ao médico regularmente.
- Temos motivação para continuar na dieta.
- Temos mais disposição para sair, passear, namorar. 
Mas, existe também o "outro lado da moeda", em que nem tudo são flores e pássaros cantando numa noite estrelada de luar.
Amor patológico:
O amor patológico é uma doença que causa dependência como se fosse uma droga, só que nesse caso, a droga não é um produto químico ou álcool, é o parceiro ou parceira.Atinge com mais freqüência as mulheres, mas os homens também podem sofrer desse mal. 
Para saber se alguém tem amor doentio é só analisar o relacionamento. "Chega a um ponto que o amor fica obcecado e a pessoa deixa a sua vida para viver a do outro ou não permite que o parceiro tenha vida própria".
Pesquisas mostram que as áreas do cérebro que são ativadas quando se está interessado por alguém são as mesmas da obsessão. É uma sensação química e quando o amor passa a ser doentio a pessoa tem crises se está longe ou sem o parceiro, tem sentimentos de culpa. É como se fosse uma droga que não se pode ficar sem.
 O amor se transforma em um sentimento destrutivo para o casal e que em alguns casos pode ocasionar tragédias como crimes e suicídios.O amor patológico pode atingir, principalmente as mulheres com mais de 30 anos e que não têm um relacionamento estável.Esse amor doentio não fica restrito a relação homem-mulher. Pode atingir também pais, irmãos, filhos e amigos. 


Características do amor patológico:


- Sintomas de abstinência (como angustia, taquicardia e suor) na ausência ou no distanciamento (mesmo afetivo) do amado (a),


- O individuo se preocupa excessivamente com o outro,


- Atitudes para reduzir ou controlar o comportamento de cuidar do parceiro são mal-sucedidas,


- É despendido muito tempo para controlar as atividades do parceiro,


- Abandono de interesses e atividades antes valorizadas,


- O quadro é mantido apesar dos problemas pessoais ou familiares





É isso aí amigos, vamos amar bastante, mas, nada de amor doentio!




quarta-feira, 30 de maio de 2012

Hérnia de disco


A coluna vertebral é composta por vértebras, em cujo interior existe um canal por onde passa a medula espinhal ou nervosa. Entre as vértebras cervicais, torácicas e lombares, estão os discos intervertebrais, estruturas em forma de anel, constituídas por tecido cartilaginoso e elástico cuja função é evitar o atrito entre uma vértebra e outra e amortecer o impacto.
Representação esquemática de partes de um corte transversal da coluna.
Os discos intervertebrais desgastam-se com o tempo e o uso repetitivo, o que facilita a formação de hérnias de disco, ou seja, parte deles sai da posição normal e comprime as raízes nervosas que emergem da coluna. O problema é mais frequente nas regiões lombar e cervical, por serem áreas mais expostas ao movimento e que suportam mais carga.
hernia Mal da modernidade, hérnia de disco
Causas
Predisposição genética é a causa de maior importância para a formação de hérnias discais, seguida do envelhecimento, da pouca atividade física e do tabagismo. Carregar ou levantar muito peso também pode comprometer a integridade do sistema muscular que dá sustentação à coluna vertebral e favorecer o aparecimento de hérnias discais.
Sintomas
A hérnia de disco pode ser assintomática ou, então, provocar dor de intensidade leve, moderada ou tão forte que chega a ser incapacitante.
Os sintomas são diversos e estão associados à área em que foi comprimida a raiz nervosa. Os mais comuns são: parestesia (formigamento) com ou sem dor; dor na coluna; na coluna e na perna (e/ou coxa); apenas na perna ou na coxa; na coluna e no braço; apenas no braço.
Prevalência
A hérnia de disco acomete mais as pessoas entre 30 e 50 anos, o que não quer dizer que crianças, jovens e idosos estejam livres dela. Estudos radiológicos mostram que depois dos 50 anos, 30% da população mundial apresentam alguma forma assintomática desse tipo de afecção na coluna.
Diagnóstico
O diagnóstico pode ser feito clinicamente, levando em conta as características dos sintomas e o resultado do exame neurológico. Exames como RX, tomografia e ressonância magnética ajudam a determinar o tamanho da lesão e em que exata região da coluna está localizada.
Prevenção
Desenvolver hábitos saudáveis de vida e que estejam de acordo com as normas básicas estabelecidas pela Ergonomia, tais como: prática regular de atividade física, realização de exercícios de alongamento e de exercícios para fortalecer a musculatura abdominal e paravertebral, e postura corporal correta são medidas importantes para prevenir as doenças da coluna.
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errado             certo
Dicas!
a- Os exercícios devem serem feitos preferencialmente sobre uma superfície levemente acolchoada ou sobre um tapete;
b- Use roupas próprias para ginasticas

c- Faça os exercícios vagarosamente, com ritmo, intercale períodos de descanso;
d- Respire fundo durante o início e expire o ar no momento que você estiver realizando o maior esforço. Nunca prenda a respiração durante todo o exercício.
f) Se um exercício produz dor, é sinal que ele está sendo feito erroneamente ou ainda não está na hora de você executá-lo. Retorne a exercícios mais fáceis, e nos dias subsequentes, vá aumentando a complexidade dos mesmos.
Deitada com os pés apoiados no chão e a coluna lombar encostada no apoio. Entrelaçar os dedos e levar os braços esticados em direção oposta ao corpo. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe.
O mesmo exercício anterior, levante os braços em direção do teto. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe.

O mesmo exercício anterior, levante os braços em direção do teto. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe.
Sente-se em uma cadeira ou banco, mantendo os pés apoiados no chão, a coluna reta e os braços suavemente apoiados sobre os joelhos. Levar a cabeça para baixo, sinta o alongamento dos músculos da nuca e costas. Martenha o alongamento por 10 segundos, relaxe e volte à posição inicial.
A mesma posição inicial usada no exercício anterior, olhe para o teto, mantenha o alongamento por 10 segundos, relaxe e volte à posição inicial.
Na mesma posição, vire a cabeça para um lado, mantenha por 10 segundos e relaxe voltando à posição inicial. Repita o mesmo movimento para o outro lado.
Deitada de costas com os pés apoiados no chão, joelhos fletidos e a coluna lombar encostada no apoio. Abrir levemente os joelhos para fora, sinta o alongamento dos músculos da parte interna da coxa. Evite que a coluna lombar saia do apoio. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe.
Deitada com as pernas flexionadas e com os pés apoiados no chão. Certifique-se que a coluna lombar esteja totalmente encostada no apoio. Com o auxílio de uma toalha em volta de um pé, estique uma das pernas de forma que a coxa fique em ângulo reto com o quadril. Os músculos do pescoço e ombros devem permanecer relaxados. Sinta o alongamento dos músculos posteriores da coxa e da barriga da perna. Mantenha o alongamento por 15 segundos e relaxe. Repita o exercício com a outra perna.
Fique na posição de gato. Leve o quadril para trás e os braços para frente, até encostar a testa no chão. Sinta o alongamento dos músculos da coluna e dos ombros. Mantenha o alongamento por 20 segundos e relaxe.
Sente-se em um banquinho e incline-se para frente, tentando encostar o tronco nas coxas. Sinta o alongamento dos músculos posteriores da coxa e da coluna lombar. Mantenha o alongamento por 10 segundos e volte vagarosamente, endireitando o corpo de baixo para cima, sendo a cabeça a última parte a se endireitar.
Em pé, mantendo os pés ligeiramente afastados e joelhos soltos, solte o corpo para frente sem tensões. Sinta o alongamento dos músculos posteriores da perna e coluna. Mantenha o alongamento por 15 segundos e volte à posição inicial, endireitando o corpo de baixo para cima, sendo a cabeça a última parte a se endireitar.

Em pé, quadril encaixado, joelhos soltos, leve os braços estendidos para cima. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe.
À partir da posição inicial do exercício anterior, incline o corpo para um lado. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe. Faça o mesmo para o outro lado.

Mantendo a postura ereta com os pés ligeiramente afastados, quadril encaixado e joelhos soltos, leve os braços estendidos para trás com as mão entrelaçadas. Alongue a cabeça na direção do teto e simultaneamente alongue os braços para baixo. Mantenha o alongamento por 10 segundos e relaxe.
A partir da posição inicial do exercício anterior, coloque um pé sobre um banquinho colocado ao seu lado, de forma que perna fique aberta lateralmente. Abaixe o lado do quadril o qual a perna está sobre o banquinho. Sinta o alongamento dos músculos do lado de dentro da coxa. Mantenha o alongamento por 20 segundos e relaxe. Repita o exercício com a outra perna.
Apoie uma perna com o joelho flexionado em um apoio seguro. Desloque o quadril para frente, mantenha por 20 segundos e relaxe. Você deve sentir o alongamento dos músculos da frente da coxa. Repita o exercício com a outra perna.
Incline o corpo e apoie os braços sobre uma mesa, mantendo o quadril fletido, joelhos soltos e a região lombar reta. Estenda os joelhos suavemente. Certifique-se que sua coluna esteja reta, pois este exercício mal feito poderá afetar a sua coluna. Mantenha o alongamento por 20 segundos e relaxe, levantando o corpo lentamente, de forma que a cabeça seja a última a se endireitar.
Tratamento
As hérnias de disco localizadas na coluna lombar, em geral, respondem bem ao tratamento clínico conservador. O quadro reverte com o uso de analgésicos e antiinflamatórios, se a pessoa fizer um pouco de repouso e sessões de fisioterapia e acupuntura. Em geral, em apenas um mês, 90% dos portadores dessas hérnias estão aptos para reassumir suas atividades rotineiras.
Hérnias de disco na coluna cervical podem surgir diretamente nessa região ou serem provocadas por alteração na curvatura e posicionamento da coluna vertebral durante a crise da hérnia lombar. A escolha do tratamento, se cirúrgico ou não cirúrgico, considera a gravidade dos sintomas e o déficit motor. A cirurgia só é indicada quando o paciente não responde ao tratamento conservador e nos casos de compressão do nervo exercida por parte do disco que extravasou, pois corrigido esse defeito mecânico a dor desaparece completamente.
Recomendação
* Evite todos os excessos que facilitam a instalação das hérnias de disco: excesso de peso, de bebidas alcoólicas, de exercícios físicos, de cigarro;
* Procure manter a postura correta quando sentado ou em pé;
* Não se esqueça de que vida sedentária é responsável não só pela formação de hérnias de disco, mas por muitos outros problemas de saúde;
* Informe-se sobre o tipo de atividade física indicada para sua faixa de idade;
* Suspenda os exercícios se os sintomas voltarem e procure assistência médica imediatamente;
* Siga as recomendações médicas depois da cirurgia para evitar que nova hérnia se forme naquele local.
BIBLIOGRAFIA
- Prof. Dr. José Goldenberg (Portal da Coluna)
- www.clinicagoldenberg.com.br
- Jose Knoplich ( Viva bem com a coluna que voce tem)
-drauziovarella.com.br/doencas-e-sintomas/hernia-de-disco/

quarta-feira, 23 de maio de 2012

HOME CARE

O que significa o termo Home Care?

O termo Home Care é de origem inglesa. A palavra "Home" significa "lar", e a palavra "Care" traduz-se por "cuidados". Portanto, a expressão Home Care designa literalmente: cuidados no lar.

O que é o home care?
O Home Care deve ser compreendido como uma modalidade contínua de serviços na área de saúde, cujas atividades são dedicadas aos pacientes/clientes e a seus familiares em um ambiente extra-hospitalar.
O propósito do Home Care é promover, manter e/ou restaurar a saúde, maximizando o nível de independência do cliente/paciente, enquanto minimiza os efeitos debilitantes das várias patologias e condições que gerência.
Este tipo de serviço é direcionado não somente aos pacientes, como também, de forma diferenciada, aos seus familiares em qualquer fase de suas vidas; seja para aqueles que aguardam seu restabelecimento e retorno às suas atividades normais, ou para os que necessitam de gerenciamento constante de suas atividades como também, para pacientes que necessitam de acompanhamento em sua fase terminal.
No gerenciamento desses serviços devem ser usados critérios técnico-científicos e as decisões devem ser baseadas no melhor nível de evidência clínica possível, para cada procedimento. Essa prática é necessária em função da complexidade do meio ambiente do paciente, dos tipos de cuidados médicos exigidos, dos recursos, das condições psico-físicas do cliente/paciente e das patologias à serem gerenciadas.



O Internamento Domiciliar de Saúde, portanto, não pode ser visto apenas como um serviço de longa permanência, assim como a hospitalização, também não o é. Quando o paciente encontra-se estabilizado em sua condição de saúde, os cuidados de longa permanência podem ser ministrados por meio de serviços especializados, pelos próprios cuidadores informais (familiares, amigos) ou, ainda, por atendentes profissionais (área de enfermagem).
Contudo, a meta principal de uma hospitalização ou internamento domiciliar é estabilizar e, quando possível, curar o paciente da enfermidade ou condição patológica em que se apresenta. Sabemos que, em medicina, nem todas as enfermidades ou condições de saúde são passíveis de cura. Muitas condições ou enfermidades jamais obterão cura. Quando isso acontece, muda-se então a meta da gestão do caso, que passa a ter enfoque nos cuidados de manutenção. Esses cuidados visam à sustentação da melhor condição de vida possível. Exemplos dessas condições ou enfermidades são as distrofias musculares e as doenças degenerativas crônicas, entre outras.

Temos que considerar, ainda, as condições ou traumas que originam danos às estruturas ósseas, musculares e ao sistema nervoso central. Nesses casos a hospitalização/internamento domiciliar pode ser utilizada para estabilizar o paciente, tirando-o do quadro de risco, proporcionando-lhe, assim, a oportunidade de transferência para outras modalidades de serviço em saúde, como a fisioterapia e até mesmo o atendimento domiciliar na modalidade particular.

Quando o paciente hospitalizado atinge um quadro estável, deve receber alta hospitalar com um plano específico de acompanhamento, que pode incluir uma recomendação para serviços de reabilitação, dentre outros. Porém, em qualquer caso, quando o paciente hospitalizado atinge um quadro estável e recebe alta, ele próprio ou seu cuidador, assume a responsabilidade pelos cuidados. No Internamento Domiciliar de Saúde não pode ser diferente, pois a proposta e os critérios para alta são os mesmos.
O Home Care existe no mundo há mais de 120 anos. Nos EUA, desde 1798, e no Brasil, aproximadamente, há 16 anos. No Brasil, o sistema de internamento domiciliar, um dos serviços do Home Care, ainda está na adolescência, enfrentando inúmeras barreiras e desafios, muitos dos quais originados pela falta de uma melhor compreensão sobre o uso desse serviço. 


Vantagens:
  1. Em home care, o profissional de saúde trabalha com um grau de autonomia maior do que em qualquer outro estabelecimento de saúde;
  2. Nos casos de profissionais de campo, sua maioria, tem controle e flexibilidade sobre sua escala de trabalho, e agenda de serviços;
  3. Aqueles que trabalham sem vínculo empregatício, contam com uma liberdade de escolha de casos a serem trabalhados;
  4. Auxiliares e técnicos de enfermagem em regime de turnos possuem uma carga de paciente igual a um. Diferentemente de o ambiente hospitalar onde o Auxiliar ou Técnico de Enfermagem deve cuidar de inúmeros paciente por turno;
  5. Em home care, na maioria das vezes, o Auxiliar e ou Técnico tem a oportunidade de dormir durante seu turno, e ser pago pelo descanso;
  6. A maioria dos Auxiliares e Técnicos de Enfermagem tem suas refeições subsidiadas pela família do paciente, o que representa uma economia para o profissional;
  7. A flexibilidade com o agendamento de trabalho/escala proporciona a oportunidade de se gerenciar os compromissos durante a semana, sem a repercussão negativa que teria em um ambiente hospitalar;
  8. O sistema de remuneração presente em uma empresa de home care apóia uma vantagem financeira interessante, à todos envolvidos;
  9. O profissional pode trabalhar tanto quanto desejar, de acordo com suas metas orçamentárias;
  10. A vida em um ambiente fora do hospital diminui o risco de adquirir doenças inerentes de ambientes hospitalares;
  11. Maior controle sobre a carga de trabalho permite que o profissional planeje atividades em outras áreas de sua vida, como por exemplo, atender a uma escola, ou universidade.

    Desvantagens:
    1. Para o profissional de saúde que não possui um veículo, o trabalho em home care envolve transporte urbano que muitas vezes, dependendo do horário, não é disponível, e dependendo do horário, o transporte urbano é superlotado;
    2. Para o profissional que não tenha seu veículo próprio, ter que andar em dias de extremos de temperatura ou chuva forte pode ser um grande desafio;
    3. O profissional que trabalha em turnos, muitas vezes se vê restrito a um cômodo da residência reservado ao paciente;
    4. Muitas vezes em home care, o ambiente de cuidados não é compatível com o nível de cuidados, principalmente como resultado da falta de autorização da fonte pagadora de se fazer uma análise presencial do ambiente de trabalho proposto;
    5. O profissional em home care, inevitavelmente, está presente durante quase todos os momentos do relacionamento familiar, podendo, se não tiver cautela, ser induzido a, de forma involuntária, participar da vida pessoal do paciente e família;
    6. Devido ao fato de que o registro em carteira inviabilizaria o custo do profissional em home care, e as fontes pagadoras não remuneram o suficiente para dar cobertura em regime de CLT. O profissional de saúde m home care, na sua maioria, trabalha na informalidade, não contando assim com os benefícios de um trabalho em regime de CLT;
    7. O profissional em home care está exposto às intempéries emocionais da família;
    8. Algumas vezes, por força da personalidade e estado emocional dos cuidadores informais, o profissional em home care pode ser exposto à situações de constrangimento;
    9. Algumas famílias não concordam em alimentar os profissionais de saúde, forçando-os a manter uma alimentação inferior;
    10. O profissional em regime de turnos, não pode deixar o paciente sozinho, este fato, quando não existe um cuidador disponível, pode dificultar a execução de certas tarefas fisiológicas;
    11. Sendo um profissional, e uma pessoa estranha no ambiente domiciliar, qualquer evento adverso, faz do profissional, o primeiro suspeito;
    12. Nos turnos, se um colega profissional não aparece para assumir o próximo turno, o profissional que já trabalhou um turno tem a obrigação de esperar um substituto que geralmente demora o tempo necessário para o deslocamento, isto pode vir a interferir com outras escalas de trabalho;
    13. Como não existe supervisão direta contínua, o profissional em home care deve estar preparado para assumir, e gerenciar da melhor forma possível, situações de urgência e emergência.

      Código de Ética em Home Care:
      1. Agir de uma maneira que inspire segurança, confiança, honestidade e respeito dos pacientes,dos empregados,dos colegas profissionais,das organizações,do público em geral e do sistema de entrega de serviços de saúde.
      2. Proteger e preservar os direitos humanos de cada paciente, acreditando que os direitos do ser humano são edificados com uma base fundamental de princípios:
      • Respeito pela vida: todas as vidas são preciosas e devem ser respeitadas.
      • Autonomia: todas as pessoas têm o direito de determinação própria.
      • Beneficente: nós devemos tentar fazer o bem.
      • Non-maleficiente: o dever de não causar danos físicos, morais e ou espirituais.
      • Fidelidade e devoção: fiel às responsabilidades profissionais e à lealdade incondicional.
      • Justiça Distributiva: todas as pessoas devem ser tratadas com justiça; pessoas não podem ser objeto de discriminação sem uma justa causa.
      3. Interagir com o paciente de uma forma honesta dando valor à dignidade humana baseada no respeito, simpatia e compaixão, sempre procurando suprir as necessidades físicas, psicológicas e espirituais do paciente.
      4. Cumprir com todas as leis e regulamentos que governam esta modalidade de serviços, atividades profissionais e as leis da nação.
      5. Tratar todos os funcionários com dignidade e respeito, e prover oportunidades profissionais baseado em competências de trabalho , sem discriminação de raça, cor, religião, nacionalidade, sexo, idade ou deficiência física.
      6. Manter empregados competentes e proficientes por intermédio da promoção e desenvolvimento profissional, apoiado por um programa eficaz de educação continuada.
      7. Respeitar o sigilo profissional.
      8. Manter o mais alto padrão de integridade pessoal e profissional, de uma maneira que reflita positivamente a modalidade de Serviços Extra-hospitalares de Saúde ou Home Care.
      9. Ser honesto em todas as formas de informação pública e privada; evitar informações falsas, enganosas, antiéticas e grosseiras, ou que gerem decepções.
      10. Evitar a exploração de relacionamentos profissionais com fins de ganho próprio ilícito.
      11. Lutar para o engrandecimento do ser humano.
      12. Agir com transparência e honestidade para com o próximo.
      13. Respeitar e promover a dignidade de nossos pacientes e colegas de trabalho.
      14. Utilizar o que existe de melhor na prática profissional, aplicar princípios baseados na melhor e mais forte evidência médica e científica para a melhora da condição de vida de nossos pacientes.
      15. Manter a honra e respeito que o Home Care adquiriu no decorrer de mais de duas décadas de serviços ao seus pacientes e clientes corporativos.

      Responsabilidade do Enfermeiro em Home Care:

      COREN-RN nº 9.176 Primeiro Secretário RESOLUÇÃO COFEN Nº 267/2001
      O presente anexo, da RESOLUÇÃO-COFEN Nº 267/2001, dispõe sobre as atividades da Enfermagem em Domicílio-Home Care.
      Define-se por "ENFERMAGEM EM DOMICÍLIO-HOME CARE" a prestação de serviços de saúde ao cliente, família e grupos sociais em domicílio, e de acordo com a RESOLUÇÃO-COFEN Nº 256 de 12 de julho de 2001, esta modalidade assistencial exprime, significativamente, a autonomia e o caráter liberal do profissional Enfermeiro.
      Estas atividades estão previstas nos seguintes níveis de complexidade:
      - menor complexidade: Neste nível está caracterizado a investigação do processo saúde/doença. O cliente necessita de procedimentos técnicos-científicos de Enfermagem relacionada às prevenções, promoção e manutenção do estilo de vida saudável;
      - média complexidade: Neste nível não se dá a caracterização de uma doença em curso. Entretanto, o cliente necessita de procedimentos tecnicos-científicos de Enfermagem que definirá o modelo assistencial aplicado à clientela visando a deliberação do dano, invalidez e a reabilitação da mesma com retorno ao seu estado de vida;
      - alta complexidade: Neste nível o cliente apresenta uma doença em curso, cujo atendimento em domicílio deverá ser multiprofissional, ocorrendo a internação domiciliar, ficando assegurado à complexidade do especialista em Enfermagem em Domicílio-Home Care.

      Tarefas do Técnico de Enfermagem:

      -Visitar os pacientes em seus domicílios a fins de realizar procedimentos clínicos especificados no plano de tratamento, e dentro do escopo de sua prática de acordo com o COREN; 
      -Participa de treinamento de Técnicos de Enfermagem cumprindo com um protocolo de educação continuada; 
      -Realiza exames físicos em seus pacientes de acordo com o escopo de sua prática, e segundo o COREN; 
      -Executar o plano de tratamento específico de acordo com o direcionamento do Enfermeiro; 
      -Cumpre com o papel de educador junto aos pacientes, e familiares de acordo com o plano de tratamento específico e supervisão direta ou indireta do Enfermeiro; 
      -Pode participar de reuniões multidisciplinares para contribuir com informações relacionadas aos paciente sob seus cuidados diretos; 
      -Pode dirigir o seu veículo ou o veículo da empresa para atender aos seus pacientes; 
      -Mantém contato com todo o Enfermeiro envolvido no plano de tratamento de seu paciente; 
      -Trabalha turnos de  6, 12 e ou 24 horas conforme a demanda da escala elaborada pelo Enfermeiro; 
      -Age como agente de Controle de Infecção mantendo higienizado, o ambiente, e os equipamentos médicos sendo utilizados pelo paciente em domicílio; 
      -Realiza visitas ou turnos conforme instruído pelo Enfermeiro; 
      -Seguindo um estrito protocolo, realiza o gerenciamento de Resíduos Sólidos de Saúde em Home Care, sendo gerados no ambiente de cuidados; 
      -Realizar anotações clínicas acuradas; 
      -Segue a risco o plano de tratamento; 
      -Outras tarefas conforme necessário, e dentro do escopo da prática de enfermagem. 

      Informações gerais: 
      -Deve e ter condições e habilidade para aplicar o Processo de Enfermagem conforme orientação do Enfermeiro; 
      -Saber equilibrar as demandas administrativas com as demandas clínicas; 
      -Possuir excelentes habilidades de gerenciamento de tempo; 
      -Deve ter a habilidade física para erguer, empurrar ou puxar objetos, e ou seres humanos até 25 quilogramas de resistência; 
      -Habilidade e capacidade física para permanecer-se me pé por longos períodos, agachar-se, e curvar-se; 
      -Possuir boa comunicação verbal e oral; 
      -Ter um ótimo conhecimento clínico e prático; 
      -Ter uma ótima habilidade de inter-relacionamento; 
      -Ter uma ótima habilidade de resolução de problemas; 
      -Deve manter a confidencialidade de tudo que vê e ouve na residência do paciente; 
      -Ter iniciativa; 
      -Ser positivo; 
      -Ser honesto, discreto e ético; 
      -Outras.