Sejam Bem vindos!

"Confie no Senhor e faça o bem, assim habitará a terra e desfrutará segurança. Deleite-se no Senhor, e Ele atenderá os desejos de seu coração.Entregue seu caminho ao Senhor; confie nEle e Ele agirá."

Salmos 37:3-5


sexta-feira, 18 de maio de 2012

ACIDENTE OFÍDICO (PICADA DE COBRA)


ACIDENTES OFÍDICOS


Envenenamento causado pela inoculação de toxinas, através das presas de serpentes (aparelho inoculador), podendo determinar alterações locais (na região da picada) e sistêmicas.

No Brasil, quatro tipos de acidente são considerados de interesse em saúde: botrópico,
crotálico, laquético e   elapídico . Acidentes por serpentes não peçonhentas são relativamente
frequentes, porém não determinam acidentes graves, na maioria dos casos, e, por isso, são
considerados de menor importância médica.


O que fazer?



A primeira coisa a fazer em caso de uma picada de cobra é identificar a serpente. Embora a picada de cobra possa ser fatal, existem soros muito eficientes que podem evitar esse desfecho, sobretudo se a cobra puder ser identificada.
Segundo o Instituto Butantan, há quatro tipos de acidentes peçonhentos com cobras:
  • Acidente botrópico (causado por serpentes do grupo das jararacas): causa dor e inchaço no local da picada, às vezes com manchas arroxeadas e sangramento pelos orifícios da picada; sangramentos nas gengivas, pele e urina. Pode evoluir com complicações como infecção e necrose na região da picada e insuficiência renal.
  • Acidente laquético (causado por surucucu): quadro semelhante ao acidente botrópico, acompanhado de vômitos, diarreia e queda da pressão arterial.
  • Acidente crotálico (causado por cascavel): sensação de formigamento no local da picada, sem lesão evidente; dificuldade de manter os olhos abertos, com aspecto sonolento, visão turva ou dupla, dores musculares generalizadas e urina escura.
  • Acidente elapídico (causado por coral verdadeira): no local da picada não se observa alteração importante; as manifestações do envenenamento caracterizam-se por visão borrada ou dupla,pálpebras caídas e aspecto sonolento.
Primeiros socorros a serem prestados a uma pessoa que foi picada por uma cobra:
Como a picada de cobra acontece habitualmente em lugares distantes do ponto de socorro médico, os primeiros socorros têm de ser prestados por uma pessoa leiga, que deve:
  • Lavar o local da picada apenas com água ou com água e sabão.
  • Manter o paciente deitado.
  • Manter o paciente hidratado, dando pequenos goles de água a ele.
  • Procurar o serviço médico mais próximo, o mais rápido possível.
  • Se possível, levar o animal para identificação.
  • Retirar anéis, pulseiras, sapatos ou outros adereços apertados, porque logo ocorrerá o edema(inchaço).

  • Acalme a vítima
  • Deite a vítima o mais rápido possível

  • Não deixe a vítima fazer qualquer esforço, pois o estímulo da circulação sangüínea difunde o veneno pelo corpo

  • Sempre que possível, encaminhe o animal junto à vitima
  • NÃO DEIXE  a vítima caminhar
  • NÃO LHE DÊ álcool, nem querosene ou infusões (alho, cainca, andiroba, orelha de onça, etc)
  • NÃO FAÇA garroteamento
  • JAMAIS CORTE a pele para extrair sangue.
NÃO PERCA TEMPO
     Após 30 minutos da mordida, as providências de primeiros socorros se tornam desnecessárias, pois só resta levar a vítima imediatamente a um médico ou hospital para a aplicação de soro contra o veneno da cobra.
     SE VOCÊ NÃO CONHECE COBRAS, LEVE SE POSSÍVEL, A COBRA CAUSADORA DO ACIDENTE (VIVA OU MORTA) PARA IDENTIFICAÇÃO.


O que não deve ser feito:
  • Não fazer torniquete ou garrote.
  • Não cortar o local da picada, nem perfurar ao redor do local da picada.
  • Não colocar folhas, pó de café ou outros contaminantes na ferida.
  • Não oferecer bebidas alcoólicas, querosene ou outros tóxicos à vítima.
Tratamento:
A única terapia efetiva é o soro antiofídico. O soro deve começar a ser aplicado, de preferência, na primeira meia hora depois do acidente.
Existem vários tipos de soros antiofídicos, um para cada tipo de cobra, mas se a cobra causadora do acidente não puder ser identificada deve-se usar o soro polivalente.
Os soros utilizados em nosso meio são os seguintes:
  • Cobra desconhecida = soro antiofídico polivalente.
  • Jararaca = soro antibotrópico.
  • Cascavel = soro anticrotálico.
  • Surucucu = soro anti-laquético.
  • Coral verdadeira = soro antielapídico.
Em áreas em que as cobras são comuns, deve-se ter sempre à mão o soro polivalente, devido à sua maior aplicabilidade. Os soros antipeçonhentos são produzidos no Brasil pelo Instituto Butantan (São Paulo), Fundação Ezequiel Dias (Minas Gerais) e Instituto Vital Brasil (Rio de Janeiro). Toda a produção é comprada pelo Ministério da Saúde que distribui para todo o país, por meio das Secretarias de Estado de Saúde. Assim, o soro está disponível em serviços de saúde e é oferecido gratuitamente aos acidentados.
Tratamento de suporte ou sintomático também pode auxiliar, dependendo do caso.
Como evitar as picadas de cobras:
  • Uma cobra só ataca quando agredida. Em caso de ver-se próximo a uma cobra, mantenha-se imóvel até ficar fora do alcance dela.
  • Mantenha a grama aparada, os arbustos limpos e não deixe galhos amontoados.
  • Use uma vara para mexer em montes de entulhos ou madeiras.
  • Onde há ratos, há cobras. Limpe paióis e terreiros, sem deixar o lixo acumular. Feche buracos e frestas de portas.
  • Use botas, calças compridas e luvas de couro em áreas infestadas.
  • O uso de botas de cano alto ou perneira de couro, botinas e sapatos evita cerca de 80% dos acidentes.
  • Cerca de 15% das picadas atinge mãos ou antebraços. Use luvas de couro para manipular folhas secas, montes de lixo, lenha, palhas, etc. Não coloque as mãos ou os pés em buracos.
  • Cobras gostam de se abrigar em locais quentes, escuros e úmidos. Cuidado ao mexer em pilhas de lenha, palhadas de feijão, milho ou cana. Cuidado ao revirar cupinzeiros.
  • Não mexa em cobras, mesmo que estejam mortas. Ainda assim, elas podem injetar veneno.

Acalme a vítima
Deite a vítima o mais rápido possível
Não deixe a vítima fazer qualquer esforço, pois o estímulo da circulação sangüínea difunde o veneno pelo corpo
Sempre que possível, encaminhe o animal junto à vitima
NÃO DEIXE  a vítima caminhar
NÃO LHE DÊ álcool, nem querosene ou infusões (alho, cainca, andiroba, orelha de onça, etc)
NÃO FAÇA garroteamento
JAMAIS CORTE a pele para extrair sangue.
  1. Tranquilize a vítima, mantendo-a em repouso.
  2. Faça uma boa limpeza local (água e sabão) e aplique compressas frias ou gelo.
  3. Leve a vítima imediatamente a um médico ou hospital, evitando, quanto possível, sua movimentação.
NÃO PERCA TEMPO
     Após 30 minutos da mordida, as providências de primeiros socorros se tornam desnecessárias, pois só resta levar a vítima imediatamente a um médico ou hospital para a aplicação de soro contra o veneno da cobra.
     SE VOCÊ NÃO CONHECE COBRAS, LEVE SE POSSÍVEL, A COBRA CAUSADORA DO ACIDENTE (VIVA OU MORTA) PARA IDENTIFICAÇÃO.



Diferenças entre cobras venenosas e não venenosas:
As diferenças servem como um guia geral, mas comportam muitas exceções. Consideram-se alguns fatores:
    CobraCobra
  •  As cobras venenosas têm anéis coloridos completos pretos, brancos, vermelhos ou amarelos.
  • As cobras venenosas têm cabeça triangular, bem destacada do corpo e coberta pelas mesmas escamas do corpo. As cobras não venenosas têm cabeça arredondada e coberta por placas.
  • As cobras venenosas têm cauda curta, que se afila bruscamente; as cobras não venenosas têm cauda longa, que se afila gradualmente.
  • As cobras venenosas têm presas na parte anterior da boca. As cobras não venenosas têm dentes serrilhados.
  • As cobras venenosas têm olhos grandes e pupilas como fendas verticais. As não venenosas têm olhos pequenos e pupilas arredondadas.
  • As cobras venenosas têm um pequeno orifício entre os olhos e as narinas, a chamada fosseta loreal; as não venenosas não têm. Com exceção da cobra coral, que não tem fosseta loreal, mas é venenosa.
  • As escamas das cobras venenosas são alongadas e pontudas, dando ao tato uma sensação de aspereza. As outras têm escamas miúdas e dão, ao tato, um aspecto liso e escorregadio.
  • As cobras venenosas têm hábitos noturnos (embora também possam ser avistadas de dia).
  • As serpentes inofensivas fogem quando ameaçadas; as peçonhentas não e assumem atitude de ataque (elas se enrolam e armam o bote).

Algumas cobras venenosas    



Surucucu
(Lachesis muta)
 

A maior cobra venenosa da América do Sul, chegando a medir, quando adulta, 4,5 m. Encontrada na Floresta Amazônica e Mata Atlântica. Responsável por cerca de 3% dos acidentes. Outras denominações: pico-de-jaca, surucutinga, surucucu- de-fogo, surucucu pico-de-jaca. 




Cascavel
(Crotalus durissus)

Possui chocalho na ponta da cauda e chega a medir 1,6 m de comprimento. Preferem os campos abertos e regiões secas e pedregosas. Responsáveis por 8% dos acidentes ofídicos que ocorrem no País. Outras denominações: boicininga, maracabóia e maracambóia.



Jararaca (Bothrops jararaca) e Jararaca Pintada (Bothrops neuwiedi)

    Sua cauda é lisa. Quando adulta, seu tamanho varia entre 40 cm a 2 m. Existem mais de 30 variedades que apresentam diferentes cores e desenhos. São encontradas em todo o País e responsáveis por 88% dos acidentes registrados. Outras denominações: caiçaca, jararacuçu, cotiara, cruzeira, urutu, jararaca-do-rabo-branco, surucucurana.

Corais (Micrurus corallinus e Micrurus frontalis)

    Encontradas em todo o País, têm hábitos noturnos e praticam o canibalismo. Durante o dia descansam. Responsáveis por apenas 1% dos acidentes registrados. A coral é considerada a mais perigosa do Brasil, seu veneno age no sistema nervoso e pode levar uma pessoa a
    morte em poucos minutos. Outras denominações: coral verdadeira e ibiboboca.
    Menos de 30% das cobras conhecidas no País são venenosas. As 70 espécies, divididas em dois grupos - Crotalíneos (Jararaca, Cascavel e Surucucu) e Elapíneos (Coral verdadeira) -, fazem perto de 20 mil vítimas por ano.
Cobras  não venenosas:

 Imagem da Cobra Jibóia
jibóia

Imagem da cobra Sucuri
Sucuri

Imagem da cobra caninana
Caninana

Algumas imagens de acidentes botropicos:

O que fazer em caso de picada de cobra O que fazer em caso de picada de cobra

terça-feira, 6 de março de 2012

Saiba mais sobre Gastrite

O estômago é um dos órgãos que compõem o sistema digestivo. Quando nos alimentamos, todo o alimento, depois de mastigado na boca, vai para o estômago, onde é feita a digestão. No estômago encontramos células que produzem enzimas e outras que produzem o ácido clorídrico. Revestindo o estômago, temos uma mucosa que o protege da ação desse ácido, e a gastrite nada mais é do que inflamação dessa mucosa de revestimento
.
Essa inflamação desenvolve-se como uma resposta normal do organismo quando ocorre uma agressão à sua integridade. Entretanto, essa resposta normal pode levar ao desenvolvimento de sinais e sintomas característicos dessa doença. A agressão que desencadeia o processo pode ser aguda ou crônica e, de acordo com seus tipos, podemos classificar as diversas formas de gastrite.

A gastrite pode ser causada por diversos fatores diferentes.

• Helicobacter pylori: essa bactéria tem a capacidade de viver dentro da camada de muco protetor do estômago. A prevalência da infecção por esse microorganismo é extremamente alta, sendo adquirida comumente na infância e permanecendo para o resto da vida a não ser que o indivíduo seja tratado. A transmissão pode ocorrer por duas vias: oral-oral ou fecal-oral. A gastrite não é causada pela bactéria em si, mas pelas substâncias que ela produz e que agridem a mucosa gástrica, podendo levar a gastrite, úlcera péptica e, a longo prazo, ao câncer de estômago.

• Aspirina: o uso de aspirina e de outros antiinflamatórios não-esteróides podem causar gastrite porque levam à redução da proteção gástrica. Importante ressaltar que esses medicamentos só levam a esses problemas quando usados regularmente por um longo período. O uso de corticóide por longo período também pode levar a gastrite.
• Álcool: pode levar à inflamação e dano gástrico quando consumido em grandes quantidades e por longos períodos.
• Gastrite auto-imune: em situações normais, o nosso organismo produz anticorpos para combater fatores agressores externos. Em algumas situações, entretanto, pode haver produção de anticorpos contra as próprias células do organismo, levando a vários tipos de doenças (por exemplo, lúpus eritematoso sistêmico, artrite reumatóide, diabetes mellitus tipo 1). Na gastrite auto-imune, os anticorpos levam à destruição de células da parede do estômago, reduzindo a produção de várias substâncias importantes. O câncer de estômago também pode ocorrer a longo prazo.
• Outras infecções: a gastrite infecciosa pode ser causada por outras bactérias que não o H. pylori, como por exemplo a bactéria da tuberculose e a da sífilis; pode também ser causada por vírus, fungos e outros parasitas.
• Formas incomuns: são causas mais raras. Temos as gastrites linfocítica e eosinofílica; a gastrite granulomatosa isolada; e a gastrite associada a outras doenças como a sarcoidose e a doença de Crohn.
doença de Crohn

• A gastrite aguda também pode ocorrer em pacientes internados por longo período em unidades de tratamento intensivo, em pacientes politraumatizados e em grandes queimados.
A gastrite pode ser completamente assintomática, principalmente nos casos crônicos. Na fase aguda, os sintomas são mais proeminentes. Comumente, os sintomas são:
• Desconforto na região superior do abdome: pode ser representado por dor ou apenas um desconforto. Alguns pacientes podem relatar dor em queimação; dor que melhora com a ingestão de alimentos.
• Náuseas e vômitos, geralmente acompanhando o desconforto.
• Saciedade precoce, ou seja, sensação de empachamento logo após a alimentação. Esse sintoma pode levar à redução e perda de apetite.
• Se a gastrite levar à formação de úlceras gástricas hemorrágicas, pode haver eliminação de sangue digerido, nas fezes (que ficam escuras) ou nos vômitos.
Como se faz o diagnóstico?

O médico suspeita de gastrite quando o paciente relata a presença dos sintomas listados anteriormente. O médico investiga os hábitos alimentares do paciente, uso de medicamentos, consumo de bebidas alcoólicas, se o paciente tem outras doenças já diagnosticadas. A partir daí, exames complementares podem ou não ser realizados.
Importante ressaltar que o diagnóstico de gastrite só pode ser firmado pela endoscopia digestiva alta, quando o médico visualiza a mucosa gástrica lesada e colhe fragmentos (biópsia) para exame citológico. Caso não seja realizada a endoscopia, o diagnóstico mais correto é o que chamamos de Dispepsia, que pode ser funcional ou não.
No caso do H. pylori, a identificação da infecção pode ser feita no material obtido pela biópsia, à endoscopia, através de um teste respiratório ou exame de sangue. Se o paciente for portador dessa bactéria, o médico decidirá sobre a erradicação ou não da infecção, com base no quadro clínico do paciente.

Tratamento
O tratamento da gastrite é direcionado pela causa. Entretanto, alguns medicamentos são utilizados para a melhora dos sintomas enquanto se trata a causa específica. O paciente deve evitar o uso de medicamentos como a aspirina e outros antiinflamatórios não-esteróides bebidas alcoólicas e cigarro.
O tratamento da infecção pelo H. pylori pode ser bastante difícil em alguns pacientes, e não é raro que ocorra a reinfecção. Esse tratamento não é indicado de rotina em todos os pacientes, sendo reservado para aqueles que apresentam úlcera péptica ou linfoma gástrico. Neles, o tratamento é realizado com antibióticos, medicamentos que reduzem a secreção de ácido pelo estômago e também com agentes protetores da mucosa gástrica.
Na gastrite induzida por medicamentos, geralmente a suspensão do agente suspeito leva à resolução do quadro. Associado a isso utiliza-se medicamentos para melhora sintomática. 
Nos pacientes hospitalizados, em unidade de tratamento intensivo, poli-traumatizados e grandes queimados, o desenvolvimento de gastrite aguda pode ser dramático. Por isso, neles, é feita a prevenção do desenvolvimento da doença, com o uso de medicamentos que reduzem a produção de ácido, pelo estômago.
Algumas orientações:
• Comer em pequenas quantidades e várias vezes ao dia, evitando ficar sem alimentação por mais de 3 horas seguidas.
• Alimentar-se com calma, mastigando bem os alimentos, o que facilita o esvaziamento gástrico e a digestão.
• Evitar os famosos "fast-foods".
• Consumir bebidas alcoólicas com moderação, se possível evitar o consumo.
• Não há motivo para restrição dietética, mas se possível devem-se evitar ou reduzir a ingestão de alimentos muito gordurosos, frituras, doces concentrados, comidas muito condimentadas. Preferir refeições mais leves, de mais fácil digestão.
• O consumo de café e outras bebidas que contém cafeína não é contra-indicado se o paciente tolera bem essas bebidas.
• Outra questão importante é o cuidado com a higiene pessoal e dos alimentos, para reduzir a transmissão de agentes infecciosos.
Outra dica importantíssima, é saber quais alimentos protegem ou atacam o estômago.
Os mocinhos
 - Ovo, mamão, batata, brócolis, gelatina e pão integral.
- Iogurte, água de coco, sucos naturais diluídos em água.
Os bandidos
- Alho, doces, limão, queijo, fritura, abacaxi, laranja, pimenta, adoçante, ketchup, mostarda, chocolate, embutidos, churrasco, temperos fortes e molho de tomate.
- Café, álcool, refrigerante, guaraná em cápsulas ou em pó, energéticos em lata e bebidas muito quentes.

Como acabar com a dor?
- Evite passar muitas horas sem comer.
- Se estiver difícil comer, tome apenas um chá morno – de camomila ou erva-cidreira – e biscoito água e sal ou maisena.
- Vá adicionando outros pratos aos poucos, para não irritar o estômago. Invista em comidas leves, preparadas sem muito óleo e temperos, como purê de batata, macarrão cabelinho de anjo e filé de frango grelhado.
- De manhã, ainda em jejum, bata no liquidificador 1 folha de couve e 1 copo de água gelada e tome o suco.


Recomendações: como evitar a bactéria e a gastrite
  • ·         A lavagem apropriada dos alimentos crus e a emprego de água filtrada auxiliam na prevenção da infecção ocasionada pela bactéria.
  • ·         Respeite os horários das refeições. Separar algum tempo para café da manhã, almoço e jantar sossegado não é ostentação, é obrigação;
  • ·         Prefira fazer pequenas refeições ao longo do dia a fazer uma grande refeição;
  • ·         Mastigue bem os alimentos, pois a digestão começa na boca;
  • ·         Dê preferência a frutas, verduras e carnes magras. Os alimentos gordurosos são de difícil digestão.
  • ·         Evite jantar e deitar logo em seguida, pois isso provoca o refluxo dos alimentos;
  • ·         Evite fumar, ingerir bebidas alcoólicas ou fazer uso de medicações que ataquem a mucosa gástrica, principalmente quando o estomago está vazio.
  • ·         Procure um médico e siga suas recomendações se tiver azia, má digestão e sensação de estômago cheio depois de ingerir pequenas porções de alimentos.
 

Cuide-se! 
Seguindo todas as dicas que aqui deixei, tenho certeza que você irá evitar este mal, pois, como diz o ditado:"Mas vale prevenir do que remediar!"
Um abraço e até a próxima postagem!

sexta-feira, 2 de março de 2012

Saiba mais sobre os Anabolizantes



Quem não quer um corpo bonito?
Aumento da massa e força muscular, serem notado em vários lugares quando passa chamar a atenção em lugares públicos, aumentar a autoconfiança, a auto-estima… enfim, muitos querem isso!
Na atualidade, a predisposição a um corpo bonito e saudável está na concepção da maioria da população. Afinal, a imagem há muito tempo… é tudo!
Alguns realizam seus sonhos de um corpo bonito com muito sacrifício, como horas na academia, um trabalho personalizado eficaz, dietas e regimes nutricionais, porém com saúde!

Outros, podem até realizar o mesmo método do exemplo acima, porém com o uso de esteróides anabólicos.

O uso dos anabolizantes em excesso além de ser prejudicial à saúde, desperta nos homens os hormônios femininos, e vice-versa, levando à afinação da voz, em casos masculinos e engrossamento dela nas mulheres, o crescimento do peito e dificultando o crescimento de pelos, como barba, bigode e atrapalhando no desenvolvimento sexual.
Efeitos colaterais dos anabolizantes nos homens: 

a) Ginecomastia – Desenvolvimento das mamas nos homens;
b) Função sexual reduzida e infertilidade temporária;
c) Atrofia testicular – Como a maioria da massa do testículo tem com função o desenvolvimento do espermatozóide, o tamanho dos testículos geralmente retorna ao tamanho natural quando a espermatogênese recomeça algumas semanas após o uso do esteróide anabólico ser cessado.


Efeitos colaterais dos anabolizantes nas mulheres:

a) Pêlos do corpo crescem;
b) Voz fica mais grave;
c) Aumento do tamanho do clitóris (hipertrofia clitoriana);
d) Diminuição temporária nos ciclos menstruais. 


Abaixo, alguns exemplos dos efeitos maléficos destes esteróides em ambos os sexos:
- Crescimento do clitóris (hipertrofia clitoriana) em mulheres e do pênis em meninos (o pênis adulto não cresce indefinidamente mesmo quando exposto a altas doses de andrógenos);
- Aumento dos pêlos sensíveis aos andrógenos (pêlos púbicos, da barba, do peito, e dos membros);
- Aumento do tamanho das cordas vocais, tornando a voz mais grave;
- Supressão dos hormônios sexuais endógenos;
- Espermatogênese prejudicada;
- Possível pressão sanguínea elevada;
- Níveis de colesterol – Alguns esteróides podem causar um aumento nos níveis de LDL (colesterol ruim) e diminuição nos de HDL (colesterol bom);
- Acne – Devido à estimulação das glândulas sebáceas;
- Conversão para DHT (Diidrotestosterona). Isso pode acelerar ou causar calvície precoce e câncer de próstata;

- Alteração da morfologia do ventrículo esquerdo – que perde suas propriedades de diástole quando sua massa cresce;
- Crescimento excessivo da gengiva;
- O tamanho do coração aumenta;
- Acne;
- Alargamento da próstata;
- Alargamento do pênis;
- Amarelamento da pele e dos olhos;
- Do risco coronariano;
- Níveis de colesterol LDL (colesterol ruim);
- Arritmia cardíaca;
- Aumento da pressão arterial;
- Câimbras;
- Câncer hepático;
- Cansaço;
- Cefaléia grave;
- Cistos renais;
- Comportamento agressivo (irreversível);
- Choque anafilático;
- Calvície (crescimento irreversível na mulher, reversível ao homem);
- Crescimento irreversível de pêlos nas mulheres;
- Crescimento anormal de cabelos;
- Diminuição grave dos níveis de colesterol HDL (colesterol bom);
- Dores ósseas;
- Edema (retenção hídrica no tecido);
- Ereções freqüentes e contínuas;
- Esterilidade (irreversível);
- Escurecimento da pele; 


- Hálito forte;
- Insônia;
- Náusea e vômitos freqüentes;
- Manchas na pele;
- Mulheres grávidas: dano irreversível ao feto;
- Pele oleosa na mulher;
- Perda de peso;
- Problemas para urinar;
- Sangramentos do nariz;

- Tumores hepáticos;
-Morte.




Apesar de os anabolizantes serem indicados exclusivamente para tratar problemas de saúde, os médicos os prescrevem para pessoas saudáveis. E além de provocarem danos sérios e irreversíveis, essas drogas chegam a ser receitadas sem nenhum tipo de exame. 

Em São Paulo, a Folha encontrou médicos que se especializaram em "tratar" jovens que sonham em engrossar os músculos da noite para o dia.  

Apresentando-se como um paciente que desejava ganhar músculos para o verão, o repórter se consultou com cinco médicos. Três disseram que os anabolizantes seriam o único remédio e não alertaram para os riscos e deram a receita. 

Outro médico prometeu prescrever a droga na consulta seguinte, depois que o repórter buscasse um nutricionista. E o último deu a entender que faria o mesmo, mas impôs que o repórter frequentasse a academia nos sete dias da semana.
 

A Folha chegou aos cinco médicos por indicação de professores de musculação e de fóruns na internet. Três deles trabalham em clínicas de estética (em Moema, no Paraíso e nos Jardins). Os outros dois atendem em consultórios (em Higienópolis e no Ibirapuera).
 

Em quase todas as salas de espera, os pacientes são jovens de peito estufado e braços inflados. Eles desembolsam de R$ 150 a R$ 350 pela consulta. 


Diante de todos estes efeitos colaterais em homens e mulheres, surge uma pergunta relevante: Será que vale a pena?

Algumas academias e lugares particulares proporcionam com facilidade este tipo de esteróide anabólico. É importante saber que o uso deste medicamento é prejudicial à saúde, a curto ou em longo prazo. 



Procure sempre um médico, um profissional de educação física e um nutricionista que realmente saibam o que você deve ou não realizar, afinal a automedicação e alimentação podem trazer danos irreversíveis a você ou a quem você conhece!